Meu negócio é porrada, dar soco.

Publicado em Publicado em Crônicas

Quarta-feira, 07h47min.
Caminhava, eu, sonolento, à caminho da escola em que trabalho. Não presto atenção em nada. Caminho olhando para o chão, dessa forma a claridade do sol não queima minha retina mal-acostumada com a luz. Sou um ser noturno.
Hoje fiz a mesma coisa. Caminhar rápido, olhos ao chão, e pensamento longe. Mas algo me despertou. Levantei meus olhos para ver quem falava: duas moças, aparentemente com 18 ou 19 anos, conversando. Uma frase, em particular, ficou presa em minha mente: “Eu não sou de puxar cabelo, não. Meu negócio é porrada, dar soco.”
Primeiro momento fiquei assustado. Não gosto de violência, porém meu gosto fílmico penda para filmes sangrentos. Continuei caminhando, e pensando aquele pensamento que muitos homens têm: briga de mulher é algo extremamente sexy, principalmente se você é o motivo da briga.
Divaguei um pouco com isso. Imaginava duas mulheres lutando por mim. Foi massa. Cheguei à escola, tive de interromper meus pensamentos, precisava trabalhar. Peguei as folhas de E.V.A na mochila, uma tesoura e recortei. Conversei com alguns alunos e colegas de trabalho.
Voltando para casa, no mesmo lugar que as meninas estavam falando, relembrei do fato ocorrido. Voltei a pensar naquilo e é loucura. As pessoas, ainda hoje, querem resolver tudo na briga. Não há diálogo. O mundo anda violento demais e é aquele ditado: não falta amor, falta amar.

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