Uma breve reflexão sobre a problemática da Corrupção

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A corrupção, um câncer em metástase que vem devorando e consumindo os valores da nossa nação e, hoje, generalizada em todos os escalões de nosso solo pátrio, tem sua gênese nos pequenos detalhes, nas pequenas coisas, aquelas, sobre as quais dizemos: “Não tem nada a ver”! Os líderes que se corrompem, sejam eles grandes ou pequenos, seja das esferas política,  religiosa, civil, militar, empresarial…  Vieram da sociedade, do meio do povo. Ao galgarem as cadeiras do poder, vislumbraram a oportunidade de se corromperem por ganhos e valores maiores. E, normalmente, esta corrupção está intrinsecamente ligada às  três principais fraquezas humanas (guarde isso): Sexo, poder e dinheiro. A maioria dos deslizes e erros de alvo que cometemos estará apontando para esse tripé da carne. O mandamento é sermos fiéis sobre o pouco, afim de sermos colocados sobre o muito. A pessoa que se corrompe em altas posições hoje é  a mesma que, ontem, ao ser parada numa blitz e estando irregular, vai cumprimentar a autoridade policial com uma nota de dinheiro entre os dedos; também é a mesma que ontem comprou um carro que vale oito, o maquiou e vendeu por quinze para um leigo; também é a mesma que te ofereceu um “benefício” em troca de voto; também é a mesma que joga lixo nas ruas e entope as redes de água; também é a mesma que contrata um serviço por cinco, mas faz uma nota fria para conseguir liberar oito, e embolsa três; também é a mesma que coloca “gato de energia”; também é a mesma que recebe um troco a mais no comércio e não devolve; também é a mesma que… bem, você sabe! A corrupção, um mal que ronda o ser humano com uma constância repugnante, e que é como um fantasma a assombrar e frustrar nossas esperanças e expectativas, está também intimamente ligada à questão da infidelidade (fidelidade nos dias de hoje, em qualquer instância, até parece utopia, não é verdade?). A fidelidade não é característica do humano, e sim do sentimento. É o que você sente por alguém, por algo, por uma causa, por um povo ou por um grupo que te faz, te impulsiona e até te constrange a ser fiel. A fidelidade é prima irmã de sentimentos como a humildade, a dignidade e a honestidade. Esses valores verdadeiros, juntos, são um bom escudo contra a tentação da corrupção. A fidelidade porque nos faz lembrar da aliança; a humildade porque nos faz lembrar de onde viemos e que nada somos; a dignidade porque nos faz lembrar do legado que precisamos deixar para nossos filhos (se pudermos deixar bens e valores para nossos filhos, será muito bom. Mas o maior patrimônio que lhes podemos deixar ainda é a dignidade); a honestidade, por que nos remete a uma lembrança de nossa tenra idade, quando papai dizia: “Nunca mexa no que não é seu!”. Por favor, guardemos essas palavras em nossas mentes e corações.  Fujamos de toda a aparência do mal. Que não nos vendamos, que não nos corrompamos. Há uma luz no caminho. Eu ainda acredito no ser humano.

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